25 de maio – Dia do Trabalhador Rural

 

Sou descendente de trabalhadores rurais e por conviver regularmente neste ambiente até os dias atuais, conheço de perto a dura realidade da vida no campo dos pequenos produtores rurais que formam nosso país. Os moradores das grandes cidades não têm muita ideia do cotidiano dessas pessoas. É muito fácil imaginar romanticamente e falar que é uma maravilha a vida no campo, porém, pensa assim quem não tem a oportunidade de ver o quanto esta vida hoje é estressante e corrida para esta parcela tão importante da nossa população.

Viver no campo é maravilhoso desde que a pessoa tenha mais do que uma fonte de renda para sobreviver ou desde que não necessite esperar pela produção anual e que seja extremamente organizado em suas áreas de produção. Depender exclusivamente do que é gerado naturalmente e está sujeito unicamente à mercê dos revezes do tempo pode ser passaporte para a instabilidade econômica com todos os seus desfechos.

Estas famílias trabalham desde a madrugada até altas horas da noite em regime físico muito pesado. O que pode confundir que a vida é menos estressante é porque uma maioria chega aos 80 anos ou mais com boa saúde, lucidez, mas isso, em parte, se deve a dieta, porque consomem o que é produzido e têm menos acesso a tantos produtos industrializados. A outra parte se deve aos exercícios físicos pesados, diariamente, faça chuva ou faça sol!

Com o acesso a telefonia e a luz, algumas melhorias importantes na qualidade de vida possibilitaram a implementação de bombas de irrigação, geladeira, televisão, etc. Mas o acesso ao fundamental ainda está longe de ser alcançado, que é o conhecimento de novas tecnologias limpas que lhes permitem produzir ainda mais e com qualidade.

Eles, instintivamente, já fazem uso de todas as técnicas de seus antepassados para produzir da forma mais ecológica possível e dentro da sabedoria da natureza. Mas o desequilíbrio entre a necessidade de mais produção econômica e o respeito pelos ciclos, acaba gerando um grande conflito.

A Homeopatia é esta tecnologia de ponta que não usa os mesmos princípios dos agroquímicos. É ciência que lança mão de produtos que não poluem, não degradam o meio ambiente e proporcionam o reequilíbrio de todos os reinos entre si e do produtor com o meio.

A sua saúde mental e física é preservada, além da manutenção do sistema global, dos ciclos da natureza que viabilizam o desabrochar de todo o potencial do solo, das plantas, dos microorganismos e conserva os mananciais de água e seu intrincado sistema ecológico.

Foi por eu ter tido acesso a uma educação ecologista desde a mais tenra idade, com pais e avós, que vislumbrei o uso da homeopatia em todos os reinos e sistemas. Meus antepassados me ensinaram a responsabilidade e o respeito pelos ecossistemas e seus mecanismos naturais de autossuficiência e autocura.

Agradeço a cada dia aos meus avós e pais e a existência de todos os agricultores deste país, trabalhadores incansáveis e verdadeiros terapeutas de nossa natureza. Ao aprender com cada um deles a importância da preservação da vida no campo, que é intrínseco ao caráter destes homens e mulheres, conseguiremos manter a harmonia da natureza.

Eliete MM Fagundes

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