12 de abril: dia do obstetra

A obstetrícia, essa especialidade tão importante na medicina, que hoje está cada vez mais responsável em atender as reais necessidades das mulheres. Já percorreu vários caminhos:  no passado priorizou técnicas e métodos que, infelizmente, não levavam ao tratamento da gestante e toda a sua integralidade.

Hoje, vemos uma preocupação grande com o conjunto do que realmente deve ser levado em consideração, o maior bem estar tanto da criança quanto da mãe. A consciência vem aumentando gradativamente à medida em que as pesquisas mostram que determinados valores devem ser resgatados, a exemplo do parto natural ao invés da cesariana. Cuidados e atenções que já foram considerados ultrapassados estão sendo revistos e novamente incorporados.

O ideal, nós sabemos, que todas as mulheres deveriam ter um preparo anterior a gestação bem como os homens, que tem sua responsabilidade como genitores, o que ainda está longe de acontecer. Por quê?

Porque temos pouquíssima noção da real responsabilidade em gerar um novo ser humano, todas as implicações que isso acarretaria para o novo ser, em primeiro lugar, para o casal, para o grupo familiar, para a sociedade em geral, para o planeta em que se vive.

É um ciclo imenso, com início, meio e fim. Como progenitores, temos um certo controle sobre este novo ser no período antes da gravidez, durante a gestação e até próximo a adolescência, a partir daí, normalmente, existe a perda cada vez maior de qualquer previsão ou direção possível imaginável que cada indivíduo irá seguir.

Então, avaliemos que a fase em que poderíamos realmente fazer algo com controle  seguro seria na preparação para a gravidez, cuidando do espírito, da mente e do corpo. As gerações seriam cada vez mais saudáveis e harmonizadas.

Se tivéssemos a cultura desse cuidado, praticamente não existiriam problemas de obstetrícia e os poucos seriam sanados naturalmente, sem nenhuma alteração durante a gravidez, com parto saudável e o puerpério normal.

Atualmente, os problemas vem aumentando significativamente, principalmente no Brasil, devido ao nosso regime de vida, as contaminações da alimentação e todo o conjunto da vida moderna. Fico cada vez mais impressionada com a quantidade de mulheres que estão com dificuldades em engravidar, sem aparentemente apresentar nenhum problema físico.

Isso acontece mais facilmente em determinadas personalidades ligadas à complexidade miasmatica, ou seja, se a pessoa possui certas predisposições de heranças que dizem respeito a toxinas bem mais específicas que geram determinadas características bem pontuais.

É por esse motivo que as clínicas de reprodução assistida aumentaram muito nas últimas décadas porque as complicações se multiplicaram em ritmo super acelerado e sem maiores perspectivas de algum tratamento que vise o reequilíbrio, o reencontro com a simplicidade, seguindo as leis da natureza.

Se não houver uma mudança nos parâmetros atuais, de forma radical, a maneira como estamos tentando responder aos problemas irá gerar cada vez mais comprometimentos também a nível hormonal na geração seguinte, o que poderia ser cada vez mais agravado.

Desta forma, Vemos aquele triste e fatídico caminho de úteros artificiais em substituição ao humano.

A Homeopatia, de maneira simples, ajuda a natureza humana a voltar a sua forma mais original e harmonizada possível para que pelo menos a reprodução humana seja natural e saudável.

Professora Eliete MM Fagundes

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